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Seis em cada dez consumidores pretendem comprar na Black Friday 2018, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil 19 de novembro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Valor de gastos por pessoa é estimado em R$ 1.146 e 32% dos que compraram no ano passado planejam desembolsar mais este ano. São esperados descontos de 45%, em média. Roupas, calçados e smartphones estão entre os itens que devem ser mais procurados

Pouco menos de uma semana da Black Friday, que este ano será no dia 23 de novembro, milhares de pessoas aguardam a mega liquidação para aproveitar as ofertas. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostra que seis em cada dez (58%) consumidores têm a intenção de fazer compras na Black Friday, um expressivo aumento de 18 pontos percentuais em relação ao ano passado. Por outro lado, 32% só devem ir às compras caso encontrem boas ofertas e apenas 10% não pretendem comprar nada.

Entre os que pretendem comprar produtos de olho nos descontos, 70% consideram a data uma oportunidade de adquirir itens que estejam precisando com preços mais baixos. Cerca de 30% querem antecipar os presentes de Natal de olho nas promoções, enquanto 12% planejam aproveitar as ofertas mesmo sem ter necessidade de comprar algo no momento. Já entre os que não pretendem fazer compras na Black Friday, os principais motivos apontados são falta de dinheiro (28%) e o fato de não precisar comprar nada (22%).

Considerando aqueles que realizaram compras no ano passado, 34% esperam adquirir mais produtos em 2018, 28% comprar menos e 20% a mesma quantidade. Além disso, 32% pretendem gastar mais — sete pontos percentuais acima do previsto em 2017 —, outros 32% gastar menos e 24% desembolsar o mesmo valor. Considerando os que têm intenção de gastar mais, 30% disseram acreditar que os produtos estarão com preço bom e que vale a pena aproveitar a promoção. Para 26%, existe a necessidade de adquirir mais produtos e 23% vão às compras por terem economizado ao longo do ano para poder gastar.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, explica que o evento já é uma importante data de vendas para o varejo e as lojas que praticarem descontos reais sairão à frente da concorrência. “As promoções na internet costumam ser mais vantajosas, mas as lojas físicas que souberem oferecer preços competitivos também conseguirão atrair o consumidor”, destaca.

Gasto estimado com compras será de R$ 1.146 por pessoa; 64% dos que trabalham devem se manter online durante expediente para ver ofertas

Os consumidores devem comprar, em média, três produtos e desembolsar de R$ 1.145,75 – chegando a R$ 1.268,63 entre os homens e R$ 1.646,67 nas classes A/B. Por outro lado, 30% dos entrevistados ainda não definiram o quanto pretendem gastar. De acordo com o levantamento, a expectativa dos consumidores para este ano é de que haja um desconto médio de 45% nos produtos e serviços ofertados.

A pesquisa também investigou os principais locais que os brasileiros farão as compras. Os sites e aplicativos de varejistas nacionais (66%) mantêm a preferência dos consumidores. Na sequência, estão os shopping centers, as lojas de rua e os supermercados, mencionados por 39% dos entrevistados. Já 24% optam por sites e aplicativos de compra e venda de produtos novos ou usados. Em relação aos que vão comprar pela internet, 41% disseram escolher os portais que costumam fazer compras, 31% os sites que têm frete grátis e 28% as lojas online de marcas conhecidas.

A grande maioria (95%) faz pesquisa de preços antes de comprar, sendo que 53% procuram se certificar de que os produtos estão realmente em promoção e 42% procuram lojas em que os produtos estão mais baratos. Quanto às principais formas de pesquisa de preço, 54% recorrem a sites e aplicativos de comparação, 51% visitam lojas que gostam ou estão acostumados a comprar e 40% comparam preços em sites de busca.

Quase metade dos consumidores (48%) pretende fazer suas compras na semana da Black Friday e 23% apenas no próprio dia. Um dado curioso mostra a força da campanha de descontos promovida pelo varejo: 44% pretendem passar a madrugada conectados na internet para garantir boas compras e 64% dos que trabalham pretendem se manter online durante o expediente para ficar por dentro das ofertas.

A má notícia é que, segundo a pesquisa, 25% dos consumidores costumam gastar mais do que podem com as compras nesta data. “A Black Friday caiu no gosto do brasileiro, mas antes de sair comprando por aí é importante avaliar se os gastos cabem no orçamento. Não basta apenas pesquisar as melhores ofertas e depois se endividar com a aquisição de itens desnecessários”, alerta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Roupas, calçado e smartphones estão entre os produtos mais procurados

As roupas lideram a lista de compras dos consumidores (38%) — um aumento de dez pontos percentuais na comparação com 2017. Os calçados ocupam o segundo lugar (32%), enquanto os celulares e smartphones ficaram com a terceira posição (30%) entre os produtos que devem ser mais adquiridos nesta Black Friday. Depois aparecem os eletrônicos (25%) — 8% a mais do que no ano passado — e os eletrodomésticos (24%).

A forma de pagamento mais utilizada será a de compras a prazo (68%), sobretudo no cartão de crédito parcelado (49%), sendo que a média de parcelas será de seis prestações. Ou seja, até maio de 2019 estes consumidores estarão pagando as compras feitas na Black Friday. Ao mesmo tempo, 66% disseram que pretendem pagar suas compras à vista, principalmente em dinheiro (47%).

Embora a sexta-feira de grandes descontos atraia mais consumidores todos os anos, a maioria dos entrevistados ainda teme a ação de fraudadores: 64% têm medo de sofrer fraudes, como roubo de dados bancários ou clonagem de cartões na Black Friday. Cada vez mais familiarizados com o uso da internet, 87% dos consumidores brasileiros garantem que costumam buscar informações sobre a reputação das lojas antes das compras, principalmente em sites de reclamação (61%), nas redes sociais (45%) e no Procon (14%). Além disso, 97% vão acompanhar o preço de ao menos parte dos produtos para checar a veracidade das ofertas.

89% dos consumidores que compraram na Black Friday 2017 encontraram ofertas reais; 36% fizeram compras por impulso e 11% ficaram com nome sujo

Questionados sobre a experiência com a Black Friday 2017, mais da metade dos consumidores (55%) afirma ter comprado e 78% consideram que valeu a pena. Para 89%, os descontos anunciados pelas lojas eram reais e 83% não encontraram problemas com as compras. Apenas 16% tiveram algum tipo de dor de cabeça, especialmente com entrega fora do prazo (6%). Entre os que enfrentaram contratempos, 43% destacam que não conseguiram resolvê-los, sendo que 15% desistiram de solucioná-los.

Apesar de seis em cada dez entrevistados (64%) terem planejado suas compras, 36% reconhecem que acabaram comprando por impulso e 11% ficaram com o nome sujo. Dentre os consumidores que ficaram negativados por causa de compras feitas no período, 6% já limparam o nome e 5% ainda estão com restrição no CPF.

FONTE: CNDL.

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Inadimplência cresce 4,22% em outubro, aponta indicador da CNDL/SPC Brasil 13 de novembro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

País tem 62,89 milhões de brasileiros com o CPF restrito para tomada de crédito. Norte é a região que mais tem devedores proporcionalmente à população

O volume de consumidores brasileiros com contas em atraso e registrados em lista de devedores voltou a crescer em outubro e acelerou frente o mês anterior. De acordo com dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), a quantidade de inadimplentes cresceu 4,22% no mês de outubro na comparação com igual mês do ano passado. Em setembro deste ano, frente 2017, a alta havia sido de 3,86%. Em números absolutos, estima-se que 62,89 milhões de brasileiros estejam com o CPF restrito para fazer compras a prazo ou contratar crédito.

Na avaliação do presidente da CNDL, José Cesar da Costa, a inadimplência do consumidor continua elevada mesmo com o fim da recessão, pois a recuperação econômica segue lenta e ainda não impactou de forma considerável o mercado de trabalho. “A retomada do ambiente econômico acontece de forma gradual e ainda demorará para termos um aumento expressivo do número de empregos e renda, fatores que impactam de forma positiva tanto no pagamento de pendências quanto na propensão ao consumo das famílias”, analisa o presidente.

Sudeste lidera alta da inadimplência em outubro, com avanço de 13,30%

O aumento da inadimplência foi puxado, principalmente, pela região Sudeste, cuja alta observada em outubro foi de 13,30%. Nas demais regiões, as altas foram menos intensas como 5,31% no Norte; 4,11% no Sul; 3,91% no Nordeste e 1,61% no Centro-Oeste.

De acordo com a estimativa, além de ter apresentado o maior crescimento da inadimplência em outubro, o Sudeste é, em termos absolutos, a região com o maior número de negativados: 26,10 milhões de pessoas estão nessas condições por não terem quitado suas contas, o que representa 39% da população adulta residente na região.

Em seguida aparecem o Nordeste, que conta com 17,42 milhões de negativados, ou 43% da população adulta; o Sul, com 8,48 milhões de inadimplentes (37% da população adulta); o Norte, com 5,86 milhões de devedores (48% – o maior percentual entre as regiões) e o Centro-Oeste, com um total de 5,02 milhões de inadimplentes (42% da população).

Brasil tem quase 18 milhões de brasileiros inadimplentes na faixa dos 30 anos; idosos acima dos 65 anos formam 5,5 milhões de negativados

O indicador também revela que a maior parte dos inadimplentes está concentrada entre os brasileiros com idade de 30 a 39 anos: são 17,9 milhões de consumidores nessa situação, o que representa mais da metade (52%) dos brasileiros com essa idade. Na sequência, estão os consumidores de 40 a 49 anos, que somam uma população de 14,2 milhões de inadimplentes e os compreendidos na faixa dos 50 a 64 anos, que formam 13,1 milhões de devedores.

As pessoas de 25 a 29 anos representam juntas um universo de 7,7 milhões de inadimplentes, ao passo que a população mais idosa, com idade entre 65 e 84 anos, somam 5,5 milhões de pessoas com contas em atraso, o que significa que quase um terço (32%) dessas pessoas estão com dificuldades para quitar seus compromissos. A população mais jovem, que vai de 18 aos 24 anos, formam um contingente de 4,3 milhões de negativados, o que representa 18% dos brasileiros nessa faixa.

“As faixas intermediárias da população, entre 30 e 40 anos, lideram o universo de inadimplentes porque estão em uma etapa da vida com grande concentração de despesas financeiras, já que se encontram em um momento de maturidade da vida. Chama a atenção o alto contingente de idosos com contas em atraso. Com a renda menor e mais despesas com saúde, desajustes são comuns nessa altura da vida e demanda organização”, explica a economista Marcela Kawauti.

Volume de dívidas avança 2,73% em um ano; dívidas bancárias, que englobam cartão e cheque especial, têm crescimento mais expressivo

Outro número calculado pelo SPC Brasil e pela CNDL foi o avanço do número de dívidas em nome de pessoas físicas. Nesse caso, a inadimplência avançou 2,73% em outubro na comparação com igual mês do ano passado. Na comparação mensal, isto é, entre setembro e outubro, o crescimento foi de 0,84%.

Os dados abertos por setor credor mostram que o crescimento mais expressivo foi das dívidas bancárias, que incluem cartão de crédito, cheque especial, empréstimos, financiamentos e seguros, cuja alta foi de 7,74%. Também houve alta nas contas atrasadas com empresas do setor de comunicação, como telefonia, internet e TV por assinatura (7,56%). As despesas com contas de serviços básicos, como água e luz, apresentaram alta de 4,46% nos atrasos, enquanto as compras realizadas no carnê ou boleto no comércio cresceram 0,45% no período.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil Roque Pellizzaro Junior a proximidade das festas de fim de ano devem ser um incentivo para os brasileiros recuperarem crédito no mercado. “Há um contingente grande de consumidores que podem enfrentar resistência para conseguir parcelar uma compra ou obter um empréstimo. Quem se encontra nessa situação deve aproveitar a renda extra do período natalino, como 13º salário e bônus, para procurar o credor e renegociar a dívida, com condições mais vantajosas e, quem sabe, juros menores”, afirma.

FONTE: CNDL.

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Natal deve movimentar R$ 53,5 bi na economia, projetam CNDL/SPC Brasil 12 de novembro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Este ano, mais de 110 milhões de brasileiros pretendem ir às compras e desembolsar, em média, R$ 116 por presente. Lojas de departamento, internet e shopping center são os principais locais de compra. Mais da metade dos consumidores pagarão à vista

Apesar da lenta recuperação da economia no país e do ambiente de incertezas, a maior parte dos brasileiros pretende manter a tradição e ir às compras neste Natal, movimento que promete aquecer as vendas do varejo em 2018. É o que revela pesquisa realizada em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). As projeções permanecem no mesmo patamar do último ano e indicam uma injeção de aproximadamente R$ 53,5 bilhões na economia.

Além disso, espera-se que mais de 110,1 milhões de consumidores presenteiem alguém no Natal de 2018. Em termos percentuais, 72% dos brasileiros planejam comprar presentes para terceiros no Natal deste ano, número que se mantém elevado principalmente nas classes A e B (83%). Apenas 9% disseram que não vão presentear — 26% porque não gostam ou não têm o costume, 23% por estarem desempregados e 17% por não ter dinheiro — enquanto 19% ainda não se decidiram.

Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, a injeção desse volume de recursos na economia reforça o porquê a data é a mais aguardada do ano para consumidores e comerciantes. “Embora o cenário econômico atual não esteja tão favorável, a expectativa positiva para o Natal dá indícios sobre a disposição dos brasileiros em consumir”, afirma Pellizzaro Junior.

Consumidor pretende comprar entre quatro e cinco presentes; ticket médio será de R$ 116 por item. Considerando os que realizaram compras no ano passado, 27% planejam gastar mais

Em média, os consumidores ouvidos na pesquisa devem comprar entre quatro e cinco presentesO valor médio com cada item será de R$ 115,90, sendo maior entre os homens (R$ 136,51). O levantamento também revela que o número dos que pretendem desembolsar entre R$ 101 e R$ 200 com presentes cresceu na comparação com 2017, passando de 10% para 16%. Esse percentual chega a mais de um terço (33%) na faixa acima de 55 anos. Há, contudo, uma parcela considerável de consumidores (33%) que ainda não decidiu qual ao valor a ser desembolsado.

Outro dado que sugere uma disposição maior de consumo para o Natal é que quase um terço (27%) dos entrevistados que compraram presentes em 2017 irá gastar um valor superior este ano — alta de oito pontos percentuais na comparação com o último Natal. Outros 30% planejam gastar a mesma quantia e 22% menos. Considerando os que vão gastar mais no Natal de 2018, 29% afirmam que vão adquirir um presente melhor, enquanto 25% reclamam do aumento dos preços, principalmente as classes A e B (41%). Há ainda, 22% de pessoas que economizaram ao longo do ano para poder gastar mais com os presentes natalinos, em especial as mulheres (33%).

Entre os que irão diminuir os gastos, a principal razão deve-se à situação financeira ruim e ao orçamento apertado (34%). Outros 30% afirmaram que querem economizar, enquanto 14% possuem outras prioridades de compra, como a casa própria ou um automóvel e 12% estão desempregados.

85% dos consumidores vão pesquisar preços antes de comprar presentes; lojas de departamento e internet são principais locais de compra 

Os reflexos da crise continuam sendo sentidos no bolso do consumidor, que enfrenta orçamento mais apertado e renda que não acompanhou ajustes de preço dos produtos. Tanto que a maioria dos consumidores ouvidos (56%) disseram que os presentes de Natal estão mais caros em 2018 do que no ano passado. Para 28%, os produtos estão na mesma faixa de preço, enquanto apenas 6% disseram que os preços estão menores.

Pesquisar preço antes de comprar já se consolidou como hábito entre os brasileiros: 85% dos entrevistados adotarão essa prática pensando em economizar e a internet (67%) será a principal aliada. O tradicional comércio de rua e as lojas de shopping são dois outros destinos de quem pretende comparar preços, com 49% e 47% das menções, respectivamente. Quanto ao local escolhido para as compras de Natal, este ano as lojas de departamento dividem a preferência dos consumidores (42%) com as lojas online (40%) — 75% desses consumidores virtuais farão, pelo menos, metade de suas compras neste canal.

Os shopping centers aparecem em seguida, com 34% das citações, enquanto as lojas de rua foram mencionadas por 30%.  Os endereços online preferidos são os sites das grandes redes varejistas nacionais (75%), sites de classificados de compra e venda (27%) e lojas virtuais especializadas em ofertas e descontos (22%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, a internet vem se consolidando como um importante canal de vendas no país “Cada vez mais, os consumidores usam a rede para compras, principalmente pela comodidade e praticidade, além da possibilidade de comparar preços e encontrar uma diversidade de produtos disponíveis”, comenta Marcela.

Roupas continuam sendo o item mais procurado para o Natal e os filhos mantêm lugar cativo como os mais presenteados

Por mais um ano, as roupas permanecem na primeira posição do ranking de produtos que os consumidores pretendem comprar para presentear no Natal (55%). Calçados (32%), perfumes e cosméticos (31%), brinquedos (30%) e acessórios, como bolsas, cintos e bijuterias (19%), completam a lista de produtos mais procurados para a data.

Quando o assunto se refere a quem deve receber os presentes neste Natal, os filhos continuam em primeiro lugar (57%). Em seguida, os entrevistados mencionaram maridos ou esposas (48%), mães (46%), irmãos (24%), sobrinhos (21%), pais (20%) e namorados (17%). Os filhos também receberão os presentes mais caros (25%).

Na hora de escolher os presentes, o fator que os consumidores mais levam em conta é a qualidade do item adquirido (21%). A pesquisa aponta que dois aspectos chamam a atenção este ano e ganharam importância frente a 2017, tanto as promoções ou descontos oferecidos pelas lojas (20%, contra 13% no último ano) quanto o preço dos presentes (17%, contra 9% no ano passado). Além desses, os entrevistados destacaram ainda o perfil do presenteado (17%) e o desejo do presenteado (13%) como pontos a serem considerados na decisão.

57% vão pagar presentes à vista; para quem parcela, dívidas vão durar, em média, quatro meses

De acordo com o levantamento, a maioria dos entrevistados (57%) vai optar por uma modalidade de pagamento à vista — percentual que sobe para 61% nas classes C, D e E. Os que vão utilizar alguma modalidade de crédito somam 40% dos compradores, dos quais 26% vão recorrer ao cartão de crédito parcelado, 10% preferem pagar no cartão em parcela única e apenas 2% devem usar o cartão de lojas.

Na média, as compras parceladas serão divididas entre quatro e cinco vezes, o que significa para o consumidor comprometer parte de sua renda com prestações de Natal até a Páscoa do próximo ano. Para 54% das pessoas ouvidas pela pesquisa que irão dividir o pagamento de suas compras, a escolha pelo parcelamento deve-se à falta de condições em comprar todos os presentes de uma única vez, enquanto 29% preferem parcelar para garantir sobras de dinheiro no orçamento e 25% esperam poder comprar presentes melhores.

“O ideal é que se o consumidor estiver inadimplente não contraia novas dívidas com o Natal, já que o início do próximo trará despesas altas com impostos, férias e matrícula escolar. Recomenda-se que a pessoa faça as contas e se a opção for o pagamento parcelado, é preciso estar atento para que a prestação não comprometa o pagamento das contas que virão no próximo ano”, orienta a economista-chefe do SPC Brasil.

FONTE: CNDL.

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77% dos empresários que vão aderir a Black Friday apostam na oportunidade de aumentar as vendas, apontam CNDL/SPC Brasil 1 de novembro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Mais da metade pretende realizar promoções especiais, 32% investir na divulgação de sua empresa e 29% ampliar o estoque. Desconto médio deve girar em torno de 29%

Mesmo em meio a um cenário de incertezas na economia do país, a expectativa de parte dos empresários para a Black Friday brasileira deste ano é de bons resultados. Ao chegar em sua nona edição, se consolida como uma das principais datas para o varejo. Um levantamento feito em todas as capitais pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) revela que 11% das empresas pretendem aderir a Black Friday — percentual que sobe para 16% no setor de comércio. Desse total, 77% enxergam uma oportunidade para aumentar suas vendas e 19% em girar produtos em estoque.

As principais estratégias de preparação que devem ser adotadas pelos empresários que participarão da Black Friday envolvem realização de promoções especiais (52%), investimento na divulgação de seu negócio (32%) e ampliação do estoque (29%). Para atrair os consumidores, o desconto médio a ser aplicado nos produtos ou serviços durante o período do evento será de 29%, sendo que 33% dos empresários prometem descontos que variam entre 31% e 50%.

Outro dado apontado pela pesquisa mostra que um em cada quatro (25%) empresários participantes do evento acredita que as vendas no Black Friday 2018 serão melhores em relação ao ano passado, enquanto 35% acham que serão iguais e apenas 10% avaliam que serão piores. “Este é um bom momento para o varejo oferecer descontos atrativos e impulsionar suas vendas, já aquecendo seus negócios para o fim de ano”, afirma o presidente da CNDL, José César da Costa.

26% dos empresários brasileiros acreditam que a data é um indicativo para vendas no Natal e em maior número está o comércio

Ainda que a Black Friday seja tradicionalmente realizada na última sexta-feira de novembro, a apenas um mês das festas de final de ano, 26% dos empresários consideram que o evento é um indicativo de como serão vendas para o Natal — em maior medida no setor de comércio (29%).

Além disto, 47% acreditam que a Black Friday não interfere nas vendas de Natal, enquanto para 32% contribui para aumentar o faturamento e apenas 10% afirmam que há algum tipo de prejuízo. Na avaliação do presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro, Natal e Black Friday são eventos com propósitos diferentes.

“O hábito de presentear no Natal já é tradição no mundo todo, que envolve familiares e amigos. Já a Black Friday trata-se de uma compra pessoal, com a finalidade de aproveitar um grande desconto”, observa. “Ainda assim, as vendas no Black Friday podem indicar um consumidor mais otimista e com mais apetite para as compras no Natal”, completa o presidente do SPC Brasil.

FONTE: CNDL.

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Apesar da proximidade com o fim de ano, micro e pequenos empresários estão cautelosos para investir, aponta indicador CNDL/SPC Brasil 29 de outubro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Cerca de 54% não pretendem realizar investimentos nos próximos três meses e 79% não têm intenção de tomar crédito. Incertezas com economia, eleições e alta dos juros são principais entraves

O empresariado dos setores de comércio e serviços ainda está cauteloso para realizar investimentos neste fim de ano. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que mais da metade (54%) dos micro e pequenos empresários não vai investir nos próximos três meses.

Na escala, o Indicador de Demanda por Investimento ficou em 38,5 pontos no mês passado. Índice muito próximo do patamar registrado em junho de 2018 (38,3 pontos), quando houve impacto da paralisação dos caminhoneiros. Pela metodologia, quanto mais próximo de 100, maior a propensão para o investimento. Quanto mais próximo de zero, menor a propensão.

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Na avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, a intenção de investimento por parte dos micro e pequenos empresários ainda é tímida porque permanece um clima de incertezas diante das eleições. “Espera-se que com a definição do cenário eleitoral, os empresários tenham maior previsibilidade em relação aos rumos do país e possam, assim, colocar em práticas seus projetos, retirando a economia desse compasso de espera”, afirma o presidente da CNDL.

62% dos empresários que pretendem investir buscam aumentar vendas; principal finalidade é ampliar estoques

De olho na proximidade das festas de fim de ano, 62% dos empresários que têm intenção de investir planejam aumentar suas vendas. Além disso, 23% disseram que destinarão recursos para atender ao aumento da demanda em seus estabelecimentos, 16% adaptarão a empresa para adotar uma nova tecnologia e 11% para economizar.

Como a maior parte dos empresários que pretende investir buscam vender mais, a ampliação dos estoques é a principal finalidade nesse período, mencionada por de 39% da amostra. Outras formas de preparo são compra de equipamentos e maquinário (23%), reforma das instalações da empresa (21%); divulgação, como mídia e propaganda (18%); ampliação de portfólio (12%) e contratação de funcionários (12%). “Embora o momento seja de cautela entre os empresários que têm a intenção de investir, o período de fim de ano, data importante para o comércio, já aparece no radar”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

A sondagem revela ainda que, entre aqueles que planejam investir, a maior parte irá recorrer ao capital próprio guardado na forma de poupança ou outros investimentos (58%). Já 10% será resultante da venda de algum bem e 17% mencionaram buscar empréstimo e financiamentos em bancos e financeiras. Quando questionados sobre a razão de utilizar capital próprio para investir no negócio, a maioria destes empresários justificou com o fato dos juros bancários serem muito altos (72%).

Apenas 11% dos entrevistados devem tomar crédito nos próximos três meses; cenário de incertezas eleitorais inibe demanda

Em setembro, o Indicador de Demanda por Crédito apresentou leve recuo na comparação com o mês anterior. Na escala do indicador que varia de zero a 100, houve uma pequena variação, passando de 19,5 para 18,5 pontos. Na comparação com os últimos dois meses, o recuo foi de 4,3 pontos — em julho último, o indicador chegou a marcar 22,8 pontos. Quanto mais próximo de 100, maior o apetite para tomada de crédito nos próximos três meses; quanto mais distante, menor é o apetite.

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Em termos percentuais, apenas 11% dos micro e pequenos empresários dos ramos do comércio e serviços disseram ter intenção de tomar recursos emprestados de terceiros nos próximos três meses. Já os que não pretendem tomar crédito somam 79% dos empresários consultados. A maior parte (58%) justifica que consegue manter seu negócio com recursos próprios, enquanto 25% preferem não arriscar em meio às inseguranças econômicas e 23% consideraram as taxas de juros muito elevadas. Entre os que manifestam a intenção de contratar crédito, as principais finalidades são formar capital de giro (29%), adquirir equipamentos (18%) e ampliar estoque (14%).

Por outro lado, 35% dos micro e pequenos empresários consideram a contratação de crédito algo difícil e uma fatia de 24% não considera fácil nem difícil. Apenas 21% acham fácil obter crédito no mercado. Excesso de burocracia (55%) e juros altos (48%) são os principais motivos apontados pelos que enxergam dificuldades em tomar recursos financeiros emprestados. Na opinião dos entrevistados, a contratação de empréstimo em instituições financeiras é o tipo de crédito mais difícil de ser contratado (37%). Em seguida, aparecem os financiamentos em instituições financeiras (19%) e o crédito junto a fornecedores (12%).

“O baixo conhecimento das várias modalidades de crédito disponíveis no mercado acabam inibindo o crescimento da demanda por crédito dos micro e pequenos empresários. Somado a isso há as altas taxas de juros e o fato de o crédito ser visto apenas como um meio de manter o negócio, levando muitos a utilizar recursos próprios”, destaca o presidente do SPC Brasil.

FONTE: CNDL.

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Entidades representativas das pequenas e médias empresas vão ao STF em defesa de uma carga tributária justa 25 de outubro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Sebrae e entidades do setor de comércio e serviços, entre elas a CNDL, entram como partes interessadas em ação contra substituição tributária do ICMS no Simples Nacional

A Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) participou hoje (24) ao lado do Serviço Brasileiro de Proteção às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), de uma audiência com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) para tratar da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), impetrada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) contra a substituição tributária do ICMS no Simples Nacional.

A ação, sob relatoria do ministro Gilmar Mendes no STF, se opõe ao regime de substituição tributária das Micro e Pequenas Empresas e defende que essa sistemática obriga elas a pagarem mais impostos do que as grandes empresas.

“Isso é algo que tem nos machucado há muito tempo e chegou num ponto insuportável que é exatamente hoje você ter a pequena empresa tendo um tratamento jurídico diferenciado às avessas. Ela paga mais imposto que a grande empresa. Isso é uma discussão muito profunda e nós estamos agora com a OAB e entramos como amicus curiae com todas as entidades representativas do segmento de pequenas empresas e que se sentem prejudicadas”, afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.

A ADI tem o apoio do Sebrae, da Fenacon e da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), formada pelas entidades Abras, Abad, Abrasel, Afrac, Alshop, Anamaco, CACB e CNDL. “Nossa visita ao ministro Gilmar Mendes mostra o peso das entidades e a importância deste assunto para o desenvolvimento econômico do Brasil. Somos o setor que mais tem gerado empregos nesse momento de crise pelo qual o país passa. A carga tributária é massacrante para os pequenos empresários”, lembrou o presidente da CNDL, José César da Costa.

FONTE: CNDL.

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Com desemprego elevado e incerteza eleitoral, confiança do consumidor segue estagnada em 41,9 pontos, revela indicador da CNDL/SPC Brasil 19 de outubro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Para 82% dos brasileiros economia está ruim e apenas 19% acham que situação vai melhorar nos próximos seis meses; 47% alegam que há pelo menos uma pessoa desempregada na residência

Os reflexos da crise econômica e as incertezas do processo eleitoral sobre as medidas que o novo presidente deverá adotar para a economia voltar a crescer têm impactado o humor do consumidor brasileiro. Dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) mostram que o Indicador de Confiança do Consumidor não apresentou evolução na passagem de agosto para setembro, período marcado pela campanha política no rádio e na TV. O índice ficou em apenas 41,9 pontos em setembro contra 42,4 pontos em agosto. A escala do indicador varia de zero a 100, sendo que quanto maior o número, mais confiantes estão os consumidores.

O Indicador de Confiança é composto por dois componentes: o Subindicador de Percepção do Cenário Atual – que ficou em apenas 29,6 pontos – e o Subindicador de Expectativas, que alcançou 54,2 pontos.

De acordo com o levantamento, 82% dos brasileiros avaliam de forma negativa as condições da economia no atual momento, percentual que não apresentou alteração frente ao mesmo mês do ano passado, quando estava em 81% do total de entrevistados. Para 14%, o desempenho é regular e para apenas 2% o cenário é positivo. Entre aqueles que avaliam o clima econômico como ruim, os principais sintomas são o desemprego elevado (68%), o aumento dos preços (61%) – apesar da inflação controlada-, as altas taxas de juros (38%) e o aumento do dólar (29%).

47% dos brasileiros têm alguém sem emprego dentro de casa e 34% estão receosos de serem demitidos

Um dado que esclarece a má avaliação do momento atual é que quase metade dos consumidores afirmam que entre os residentes de sua casa há pelo menos um desempregado (47%) e um terço dos que estão trabalhando têm receio alto ou médio de ser demitido (34%). O que mais tem incomodado na vida financeira familiar é o custo de vida, citado por 51%, seguido do desemprego (19%). Indagados sobre onde mais sentem o aumento dos preços, as contas de água e luz despontam na liderança, com 89% de citações. Nos supermercados, esse percentual foi de 87%, ao passo que nos combustíveis foi de 86%.

Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, embora o país tenha superado a recessão técnica, o consumidor brasileiro ainda sente os reflexos da crise e tem ficado mais cauteloso diante do processo eleitoral em curso. “Toda eleição traz incertezas, ainda mais em uma campanha marcada pelo imponderável como a atual. Ainda há muitas dúvidas sobre como os candidatos pretendem lidar com as reformas que o país precisa. Enquanto a recuperação econômica não se traduzir em queda do desemprego e crescimento real da renda, não haverá uma percepção de melhora do bem-estar. A economia está se recuperando de forma gradual, mas enfrentou percalços ao longo do ano para esboçar uma reação mais vigorosa que justificasse uma retomada da confiança e um final de ano menos pessimista”, explica a economista.

43% dos consumidores consideram própria situação financeira como ruim

O levantamento também mostra que quando se trata de responder sobre a própria vida financeira, o número de consumidores insatisfeitos é menor do que quando se avalia a economia do Brasil como um todo, mas ainda assim é elevado. De acordo com a sondagem, 43% dos brasileiros consideram a atual situação financeira como ruim ou péssima. Outros 45% consideram regular e um percentual menor, de 11%, consideram que vai bem.

O custo de vida elevado e o desemprego são as principais razões para considerar a vida financeira ruim, apontadas por 57% e 34% desses consumidores, respectivamente. Os entrevistados mencionam também a queda da renda familiar (25%), imprevistos (13%), e a perda de controle financeiro (11%).

Um terço dos entrevistados acha que a economia não deve melhorar nos próximos meses. Corrupção e desemprego são principais causas da percepção negativa

Outra questão que a sondagem também procurou saber é o que os brasileiros esperam do futuro da economia do Brasil, considerando os próximos seis meses. Nesse caso, o estudo descobriu que 33% estão declaradamente pessimistas. Quando essa avaliação se restringe a vida financeira, no entanto, o volume de pessimistas cai para 10%. Os otimistas com a economia são apenas 19% da amostra, ao passo que para a vida financeira, o percentual sobe para 55% dos entrevistados.

Para justificar a percepção predominantemente pessimista com os próximos seis meses da economia – período que engloba os primeiros meses do novo presidente – a corrupção e o desemprego se destacam como as principais causas do pessimismo, ambos citados por 48% dos entrevistados.

Já entre a parcela majoritária que manifesta otimismo com a própria vida financeira, a maior parte (32%) não sabe explicar as razões: apenas diz esperar que coisas boas devem acontecer. Além desses, 28% acreditam que irão conseguir um novo emprego e 22% alegam fazer uma boa gestão da vida financeira, o que proporciona mais tranquilidade com o futuro.

FONTE: CNDL.

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Apenas 31% dos brasileiros são consumidores conscientes, revela pesquisa CNDL/SPC Brasil 15 de outubro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Embora 98% dos cidadãos considerem importante adotar melhores hábitos de consumo, a minoria tem atitudes responsáveis no dia a dia. Aspecto financeiro é o que mais influencia práticas responsáveis

Apesar de a maioria dos brasileiros reconhecer a importância de atitudes sustentáveis de consumo, poucos vêm adotando práticas mais responsáveis no dia a dia. Foi o que constatou uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizada em todas as capitais do país. De acordo com o levantamento, a maioria dos brasileiros (55%) se encaixa no grupo de ‘consumidores em transição’, ou seja, com hábitos de consumo consciente ainda aquém do desejado. Os pouco ou nada conscientes somam 14% de entrevistados, ao passo que apenas 31% podem ser considerados ‘consumidores conscientes’.

Os dados fazem parte do Indicador de Consumo Consciente (ICC), que em 2018 atingiu 73%, mantendo-se estável em relação ao ano passado (72%). O ICC pode variar de 0% a 100%: quanto mais próximo de 100% for o índice, maior é o nível de consumo consciente. Para chegar-se ao resultado são aplicadas perguntas relativas aos hábitos, atitudes e comportamentos da rotina dos brasileiros, considerando os aspectos financeiros, ambientais e sociais.

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O estudo indica que embora as pessoas enxerguem o consumo consciente como fator que pode fazer diferença na qualidade de vida, essa preocupação nem sempre se traduz em ações concretas. Prova desse contrassenso é que se por um lado os entrevistados demonstram não praticar com muita frequência atitudes sustentáveis, por outro quase a totalidade (98%) considera importante ou muito importante ter uma vida com hábitos de consumo mais consciente — seja pela economia de recursos de água e energia, reduzindo as compras ou pelo reaproveitamento das coisas.

“Muita gente entende a importância de transformar boas intenções em bons hábitos, mas só toma alguma atitude quando a conta fica cara. E não basta ter um esforço de conscientização apenas em situações críticas. Essa prática deve ser contínua, além de estar claro que a escassez de recursos é uma realidade bem próxima”, ressalta a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawaut.

Para economizar, nove em cada dez consumidores fazem algum tipo de serviço em casa que poderia ser contratado fora

Sair comprando de forma inconsequente tem diversas implicações negativas. A mais percebida pelo consumidor é aquela que impacta sua vida de forma imediata. Por essa razão, o aspecto financeiro é o que mais influencia as práticas de consumo consciente entre as pessoas — ou seja, quando pesa no bolso. O levantamento aponta que dentre as várias práticas que já fazem parte da rotina dos brasileiros, destacam-se: sempre pesquisar preço, que resulta na compra dos itens mais baratos (92%), avaliar previamente o orçamento para saber se é possível levar ou não um determinado produto (91%) e optar por não adquirir algo novo quando o bem ainda pode ser usado ou até mesmo consertado (90%).

Além disso, 88% dos entrevistados disseram ter o costume de fazer na própria casa alguns serviços que poderiam ser contratados fora para economizar, como manicure, pet shop, cinema e lanches. Outros 87% garantem que sempre planejam as compras do dia a dia, como supermercados, feiras e pequenas aquisições.

A pesquisa também indica que há um esforço por parte dos consumidores em controlar o orçamento e economizar ao máximo. Enquanto 78% sempre pedem descontos em suas compras, 77% não recorrem ao cheque especial ou ao limite do cartão de crédito para conseguir fechar as contas do mês. Para 75%, uma forma de economizar é consumir somente frutas e verduras da época, por serem mais baratas. Outros 72% evitam fazer compras parceladas para não comprometer o seu rendimento mensal.

“A crise, ainda que à força, vem ensinando os brasileiros muitas lições valiosas sobre economizar e pesquisar antes de sair comprando. Não se trata de simplesmente frear o consumo, mas sim de entender que é preciso comprar com inteligência. Em vez de procurar sempre um produto novo, é possível buscar a reutilização, a troca, o aluguel, o conserto ou meios que não envolvam, exclusivamente, a decisão de jogar fora e comprar outro”, avalia o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

Mais da metade dos entrevistados acredita que o consumo consciente só será importante daqui a alguns anos

Uma boa notícia refere-se à adoção de hábitos sustentáveis do ponto de vista ambiental, que já estão incorporados à rotina dos brasileiros, segundo revela a pesquisa. Ao considerar o consumo racional de água, a atitude mais adotada pelos entrevistados (92%) é fechar a torneira enquanto se escova os dentes. Em seguida, aparecem os que afirmam controlar todo mês o valor da conta de água (86%), ensaboar a louça com a torneira da pia fechada (85%), não considerar um exagero a crença de que um dia a água irá acabar (85%) e não lavar a casa ou a calçada com mangueira (83%).

Quanto ao uso racional de energia elétrica, que tem grande impacto social e ambiental, há também uma conscientização crescente dos brasileiros. Apagar as luzes de ambientes que não estão sendo utilizados é a principal prática (95%) mencionada. O segundo hábito mais comum de economia está ligado ao controle do valor da conta de luz (90%) e o terceiro é passar roupas apenas quando existe um volume grande de peças (82%). Há ainda 76% de consumidores que têm a preocupação em verificar a quantidade de energia que determinado eletrodoméstico gasta antes de comprá-lo e 73% que dão preferência à utilização de lâmpadas de LED na residência.

Entre as ações de preservação do meio ambiente, as mais comuns citadas na pesquisa são doar ou trocar um produto antes de jogá-lo fora (86%) e evitar imprimir papéis para reduzir gastos e prejuízos ao planeta (79%). Em contrapartida, há um sinal de alerta: mais da metade só acha importante praticar o consumo consciente daqui a alguns anos, quando problemas mais graves atingirem o meio ambiente (55%).

Maus hábitos no dia a dia e resultados pouco perceptíveis diante de mudanças de atitude são principais obstáculos ao consumo responsável

A pesquisa também revela quais são os aspectos que motivam o consumo consciente. Para 35% dos entrevistados, o uso racional de água e energia elétrica está ligado a ações que evitam o desperdício de um bem que pode acabar, ao passo que 22% afirmam dar o exemplo aos filhos, família, amigos e vizinhos, influenciando suas atitudes.

Além disso, a maioria das pessoas ouvidas desaprova atitudes de consumo nocivas quando veem outros desperdiçando água, energia ou comprando produtos sem se preocupar com o meio ambiente. De cada dez entrevistados, seis (60%) se sentem prejudicados por acreditarem que nada irá mudar se apenas eles próprios e não o todo fizerem sua parte.

Entre os principais obstáculos apontados quanto à adoção de atitudes de consumo consciente, o mais citado tem a ver com maus hábitos que vão se tornando rotineiros sem que a pessoa perceba. Quando o assunto é economizar água, luz e telefone, 33% reconhecem que a principal barreira é a distração ou esquecimento. Já 22% afirmam ficar desmotivados por não verem resultados diante das mudanças de atitude, enquanto 20% mencionam falta de tempo.

87% dos brasileiros evitam marcas que usam trabalho escravo; enquanto 58% compram com alguma frequência produtos falsificados, atraídos pelo preço

Para entender o quanto as pessoas enxergam seu papel e lugar como indivíduos que agem em favor da coletividade, o levantamento quis saber quais ações estão sendo feitas. As práticas mais citadas são: incentivar as pessoas de casa a economizarem água e luz (93%), priorizar o tempo livre com família ou amigos, em vez de ir a shoppings ou fazer compras (89%), evitar compras de produtos de marca ou empresas que utilizam trabalho escravo (87%) e aconselhar outras pessoas a pensar se elas realmente precisam daquilo que vão comprar ou se é apenas um desejo passageiro (82%). Um dado que chama a atenção no levantamento mostra que 58% acabam comprando algumas vezes mercadorias não originais pelo preço atrativo.

FONTE: CNDL.

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Dia das Crianças deve movimentar R$ 9,4 bilhões no varejo, aponta pesquisa CNDL/SPC Brasil 4 de outubro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

Gasto médio de cada consumidor com presentes será de R$ 187. Maioria pretende pagar produtos à vista e 80% pesquisarão preços antes de comprar; entre os inadimplentes que querem adquirir presentes, 69% estão negativados

Apesar da lenta retomada da economia refletir no ânimo dos brasileiros, a maioria dos consumidores (72%) deve ir às compras este ano no Dia das Crianças — em especial as mulheres (77%). É o que revela pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) em todas as capitais. No ano passado, 67% compraram presentes na data. Para 2018, a expectativa é de que o varejo movimente cerca de R$ 9,4 bilhões.

Diante de um cenário com alto índice de desemprego e renda achatada, os gastos do consumidor também prometem ser ponderados. De acordo com o levantamento, (39%) dos entrevistados que presentearão, principalmente filhos, sobrinhos, netos ou afilhados, pretendem gastar o mesmo valor que o ano assado, enquanto 24% planejam comprar menos. No total, cada consumidor deve desembolsar, em média, R$ 187 com presentes.

O Dia das Crianças representa a última festa comemorativa antes do Natal e dará sinais de como será o desempenho das vendas no final do ano. “As intenções de compra da data servirão de termômetro para o fim de ano, ao trazer as primeiras impressões do que deve acontecer no Natal, principalmente em um momento que o poder de compra das famílias continua sendo afetado pelas dificuldades econômicas”, explica a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Orçamento apertado é principal motivo para 34% dos consumidores segurarem gastos. Seis em cada dez entrevistados afirmam que presentes estão mais caros 

Os impactos da crise ainda estão presentes no dia a dia das pessoas e contribuem para que boa parte gaste menos na data. A principal razão para que haja um freio no consumo daqueles que pretendem gastar menos este ano deve-se ao orçamento apertado (34%), enquanto 24% desejam economizar, 18% estão desempregados e por essa razão se veem impossibilitados de comprar e 9% têm outras prioridades de aquisição (9%), como carro e casa. Há ainda os que precisam pagar dívidas em atraso (8%).

Embora os consumidores estejam cautelosos, a pesquisa mostra que cerca de um terço (30%) pretende comprar dois presentes e 25% apenas um. A maioria (66%) espera pagar os produtos à vista e o dinheiro será a opção de 51% dos entrevistados. Em segundo lugar, aparece o cartão de crédito parcelado (34%) e em terceiro, o cartão de débito (28%). Entre os que planejam parcelar as compras, a média de prestações é de quatro parcelas.

Os shopping centers são o lugar preferido dos consumidores para fazer suas compras (42%), embora 35% optem pela internet, provavelmente motivados pela comodidade e praticidade de encontrar seus presentes. Já 28% mencionaram que buscarão o tradicional comércio de rua. Mesmo com uma inflação menor se comparada ao auge da crise, a maioria dos entrevistados (59%) avalia que os preços dos presentes estão mais caros do que em 2017. Para 31%, os preços estão na mesma faixa e apenam 6% dizem estar mais baratos.

80% pretendem pesquisar preços e 69% dos inadimplentes que vão às compras estão com o nome sujo

O estudo aponta ainda que oito em cada dez consumidores (80%) pretendem pesquisar preços antes de comprar — em especial as mulheres (84%) e as classes C e D (82%). Entre os que adotam a prática da comparação pela internet (77%), o meio de pesquisa mais utilizado são os sites de busca, como o Google (66%). Também há os que recorrem aos portais e aplicativos de comparação de preços (51%) e os sites de ofertas (48%). Muitos entrevistados disseram ter o hábito de pesquisar preços também em lojas de rua (46%), principalmente as mulheres (51%).

A economista do SPC Brasil alerta que os consumidores só devem ir às compras se o orçamento permitir e não houver contas em atraso. “Mesmo que os valores pareçam baixos, todo esforço deve ser direcionado ao pagamento das dívidas. Já para quem está com as contas em dia, a recomendação é planejar os gastos e pagar à vista”, orienta.

Quando indagados se costumam gastar mais do que podem para presentear no Dia das Crianças, a maioria das pessoas (74%) respondeu que não. Por outro lado, 22% reconhecem assumir despesas acima de suas possibilidades financeiras.

A consequência do hábito de gastar além do próprio orçamento é a inadimplência: 28% dos que pretendem fazer compras nesta data possuem alguma conta atrasada, sendo que destes, 69% estão com o nome sujo. Entre os que compraram presentes ano passado, 23% admitem ter ficado negativado devido às compras do Dia das Crianças, sendo que 16% ainda estão nesta situação.

15% vão dividir compra com outras pessoas; 37% dizem existir pressão das crianças para presentes desejados

No ranking dos itens que devem ser mais comprados aparecem: roupas e calçados (38%), bonecas (37%), aviões e carrinhos de brinquedo (21%). Em tempos de dificuldades, uma opção que atrai muitos consumidores é dividir o valor dos presentes com outras pessoas como forma de economizar. Cerca de 15% afirmaram que pretendem dividir o valor das compras, sendo que 50% vão fazê-lo com o cônjuge, enquanto 24% com o pai ou mãe da criança e 21% com outros familiares.

Para 32%, a divisão do preço do presente será usada como estratégia de redução dos gastos. Mas parcela significativa dos consumidores também respondeu que vai dividir a compra por estar com o orçamento apertado (26%) ou por estar desempregado (22%). Já um em cada oito entrevistados respondeu que espera pagar os presentes sozinhos (80%), sobretudo os homens (86%).

Em relação ao protagonismo dos pequenos no momento da escolha dos presentes e a influência do círculo de convívio e dos meios de comunicação nos hábitos de consumo das crianças, o estudo indica que para 37% dos entrevistados existe pressão da criança para comprar o que ela deseja. Por outro lado, 62% das crianças não fazem qualquer tipo de pressão para ganharem o presente almejado.

Em outro dado instigante, quase a totalidade (92%) disse acreditar que a publicidade influencia as crianças na hora de pedirem presentes – especialmente entre os consumidores de 35 a 54 anos (96%). Além disso, a grande maioria (91%) ouvida também concorda em algum grau que as crianças sejam influenciadas por outras na definição dos presentes que gostariam de ganhar.

FONTE: CNDL.

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Gerente de banco e internet são as principais fontes de informação dos investidores, revelam CNDL/SPC Brasil e CVM 2 de outubro de 2018 conteudo educativos  ->  noticias

31% entraram para o mundo dos investimentos há menos de um ano e 60% não diversificam aplicações. Na internet, 44% dos investidores buscam informações em canais de youtubers e influenciadores

Na hora de escolher como e onde investir, o tradicional gerente de banco e a internet figuram como as fontes de informação mais confiáveis para a maioria dos investidores brasileiros. Uma pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) realizada em parceria com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mostra que 53% dos brasileiros que procuram informações para investir têm o hábito de buscar orientações com o gerente do banco em que são correntistas e 47% consultam a internet.

O aconselhamento com o gerente é mais comum para as pessoas acima de 55 anos (74%), enquanto a internet ganha força entre os investidores mais jovens (63%). As demais fontes de informação que se destacam na hora de orientar investidores são amigos e parentes (38%), consultores especializados (28%), departamento de orientação dos bancos (27%) e programas de TV (13%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o investidor deve diversificar as fontes de informações e não depender exclusivamente do gerente do banco para assumir escolhas financeiras. “Investir envolve planejamento e conhecimento para discernir e fazer boas escolhas. Deixar para que outras pessoas decidam por você é uma atitude ruim porque não incentiva o aprendizado. Além disso, o investidor pode ficar limitado aos produtos ofertados pela instituição em que ele tem conta. O ideal é buscar o maior número de referências e refletir sobre elas, dentro das suas possibilidades e objetivos financeiros”, orienta a economista.

A pesquisa aponta que não são todos os investidores que tomam decisões com base em pesquisa ou orientações. Apenas 30% sempre buscam informações sobre investimentos, enquanto 44% só o fazem ocasionalmente e 26% dispensam a orientação.

Considerando os que não buscam orientação, 70% acabam escolhendo as modalidades de investimento mais conhecidas, 19% tomam decisões sozinhos e 10% delegam a função para terceiros. Além disso, alguns cuidados passam despercebidos: 11% dos entrevistados não procuram manter-se informados sobre os rendimentos do dinheiro que têm investido e 16% não dão atenção aos custos de transação dos investimentos, calculando seu impacto na rentabilidade.

Facilidade de resgate e baixo risco são principais razões para escolher onde investir

Com grande capacidade de ditar tendências, gerar comentários e engajar internautas, os influenciadores digitais e youtubers também estão presentes no mundo dos investimentos. De acordo com a pesquisa, entre os investidores que consultam a internet, 44% usam os influenciadores como fonte de informações para decisões de como e onde investir. Outras referências comuns na internet são sites especializados em educação financeira (51%), sites de bancos (50%) e sites de consultorias de investimentos (30%) ou de corretoras (29%). As newsletters digitais de corretoras (18%) ou de consultorias (17%) completam o ranking.

Na hora de escolher o tipo de investimento, 55% dos brasileiros que investem priorizam aplicações consideradas fáceis de resgatar. Outras características valorizadas pelos entrevistados são baixo risco (52%), facilidade de compreensão (51%) e não exigir tanta burocracia na hora de aplicar (50%). Outras necessidades são poder iniciar o investimento com um aporte inicial baixo (38%), previsibilidade de retorno (38%) e custos ou taxas (37%).

A pesquisa ainda mostra que, dentre os brasileiros que possuem reserva financeira, 81% aplicam o dinheiro em alguma modalidade de investimento, com predomínio das aplicações tradicionais e conservadoras como a caderneta de poupança (69%), principalmente. Outras modalidades que completam o ranking são previdência privada (12%), fundos de investimentos (12%), tesouro direto (9%), CDBs (9%) e ações em bolsa (5%). No geral, 60% dos investidores investem sempre no mesmo tipo de aplicação e 24% costumam copiar investimentos que as outras pessoas fazem, sem verificar se é o mais indicador para sua situação. As aplicações mais rejeitadas e que os entrevistados jamais investiriam são criptomoedas (33%) e debêntures (28%).

Na avaliação do Superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, José Alexandre Vasco, a escolha da melhor modalidade deve resultar de uma análise cuidadosa e informada do investidor. “Novos ativos e promessas de alta rentabilidade atraem a atenção do investidor, mas é importante que seja analisado se o produto é adequado aos objetivos do cliente, se sua situação financeira é compatível com o investimento e, principalmente, se ele tem o conhecimento necessário para compreender os riscos envolvidos”.

31% dos investidores aplicam há menos de um ano; 54% destinam recursos todos os meses

Investir é uma experiência ainda nova para parte considerável dos entrevistados. Em cada dez investidores, três (31%) entraram para o mundo dos investidores há menos de um ano. Os que investem há mais de três anos somam 40% da amostra, ao passo que 23% estão entre um e três anos nessa rotina.

Em média, cada investidor faz nove aportes em suas aplicações por ano, sendo que 54% são disciplinados e destinam recursos todos os meses. Além disso, para garantir a formação da reserva financeira, 43% fazem investimentos de forma programada e 24% usam plataformas de gestão automatizada, que usam algoritmos para selecionar aplicações mais rentáveis.

“Investir é como construir um edifício tijolo por tijolo, o que exige foco e disciplina para esperar o montante crescer. Mesmo que sejam quantias pequenas, o efeito virá do acúmulo e da concentração de recursos, à medida que o tempo passa. Pode parecer difícil no começo, mas há mecanismos capazes de auxiliar nesse processo, como os aportes realizados de forma programada e automática. A vantagem é que o investidor sabe que não haverá falhas ou esquecimentos”, orienta a economista Marcela Kawauti.

FONTE: CNDL.

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